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Dumbo à moda de ponte de lima

Dumbo à moda de ponte de lima

Há alguns anos, em Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal, deparei-me com uma situação insólita que nunca esquecerei.

Ao chegar, para participar em mais um desfile da extinta “À moda de Ponte de Lima”, (nome do evento), fui estacionar o carro à beira rio, no lugar do costume junto da famosa ponte romana/medieval sobre o rio Lima. Estava um daqueles dias de agosto, quente como o norte sabe ser.

E eis que me deparo com uma visão completamente inusitada:

Uma manada de elefantes a banhar-se no rio e a divertir-se à grande como se estivessem no seu ambiente natural. No rio Lima, por baixo da ponte…!

Fui transportado imediatamente para a minha infância, cheguei mesmo a ver o Dumbo e a mãe numa troca enternecedora de mimos e caricias. Por momentos pareceu-me um sonho, nem queria acreditar…

Ainda estupefacto, fui-me aproximando a medo, até reparar que a manada se confinava a um espaço restrito, vedado por um fio muito fino quase invisível.

Aproximei-me mais, e tal como eu, estavam “outras crianças” ali, a apreciar aquele momento mágico, sem conseguirem falar.

Vi um senhor que me pareceu estar a tomar conta deles (dos elefantes), e começámos a falar. Era o Victor Hugo Cardinali, o próprio, que estava a zelar pelos animais (e restante população).

Explicou-me que ia ali todos os anos nesta altura, não que Ponte de Lima fosse uma grande cidade para instalar o Circo, mas quase exclusivamente para que os seus animais pudessem desfrutar deste lugar maravilhoso. Fiquei também a saber que os elefantes do circo são quase sempre os asiáticos, de menor porte e menos agressivos que os africanos e que têm as orelhas mais pequenas, e que são fêmeas, mais dóceis e menos problemáticas (???), e que aquele fio era para eles pensarem que era uma vedação eléctrica e que isso bastava para os controlar, e mais um monte de coisas que todas as crianças precisam e querem saber…

Afinal o Dumbo existe, e estava em Portugal. Eu sempre soube!

Aos 40 anos o meu imaginário infantil estava mais vivo que nunca, e ainda bem! Parar de sonhar é morrer.

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