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Donuts

Donuts

Esta foi a primeira vez em que as pessoas me reconheciam na rua, “- Olha, é o rapaz dos donuts!”. Ainda por cima a campanha incluía uns posters que estavam em todos os cafés e “mini-mercados”, pelo menos nos lá do bairro.

Foi também quando conheci o Heitor Lourenço e o João Didelet, e fiquei muito contente porque eramos quase vizinhos, eu de Carcavelos e eles da Parede.

Antes de filmar isto adorava donuts, depois, nem vê-los. Tive que repetir aquela cena em que dou uma dentada quase umas 60 vezes, tudo graças à criancinha irritante que aparece no anúncio.

Nas primeiras cenas ainda comi aquela dentada, nas últimas já me dava vómitos. Lembro-me de ver uns tabuleiros de produção cheios de donuts todos mordidos, que eram das cenas anteriores. Acho que não fui só eu, todos ficámos um pouco enjoados de donuts durante uns tempos.

A dita criança estava em dia não. Algo compreensível quando se tem aquela idade e nos deixam largas horas “à seca” como é costume nestes trabalhos. Deu-lhe para embirrar. O realizador, o Sidónio da Kaos, tentava “amaciá-la” para cooperar e perguntou-lhe o que é que ele (a criança) queria? O querubim olhou para o Sidónio, que na altura tinha assim um ar de “professor maluco”, muito simpático e com o pouco cabelo que tinha todo no ar, e respondeu: – “quero um Troll!”, que eram uns bonequinhos muito engraçados que tinham o cabelo no ar como o Sidónio!

E com a promessa de que iriam arranjar um troll para o miúdo, lá conseguimos gravar a cena e acabar o anúncio…

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